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Um segundo

O chão não está mais fixo do que o seu olhar hoje pra ninguém. Mas veja só, não torne esse peso maior sem razão. Você tem todo o tempo e mais um segundo pra se convencer.

Cosmotron é o melhor cd do Skank, eu acho.

Sonho

Cada pessoa tinha um clone, que era igual fisicamente mas o oposto psicologicamente. E esses clones matavam as pessoas (não só a versão original, mas outras pessoas também). Eles surgiam quando alguém tomava um liquidozinho que vinha numa ampola. Eles encontravam a gente pelo cheiro, igual os vampiros do filme Crepúsculo. Aí teve uma hora que alguém arrumou um sabonete especial pra ver se eles paravam de seguir a gente. Aí eu acordei com o despertador. Quando dormi de novo, todos os clones tinham desaparecido, até o Bezerro tomar o liquidozinho de novo. Apareceu outro clone e eu acho que nunca desci escadas tão rápido. Me escondi em um banheiro e só foi entrando mais e mais pessoas (era um banheiro grande). As pessoas me pareciam descuidadas e não trancavam a porta, e o clone (que não era do Bezerro, era um cara alto, loiro e de olhos claros e branquelo) entrou. E eu comecei a ficar desesperada e chorar porque ele ia me matar. E ele ficou um tempo fazendo tortura psicológica e ninguém mais ali parecia se importar mais do que eu. Eu perguntei se podia fazer alguma coisa pra ele não me matar e ele falou que eu devia aplaudir seus atos. Mas seus atos era matar as outras pessoas. Aí eu acordei.

Esquisito… fazia tempo que eu não tinha um sonho tão nítido. Resolvi anotar pra não esquecer.

Ano novo, lista nova

1. Sair do estágio pra fazer só o mestrado.
2. Ter mais tempo pra ler, ver filmes, e todas essas coisas que eu falo que vou fazer um dia e fico inventando desculpa que eu não tenho tempo.
3. Viajar (eu tinha esquecido que viajar era bom).
4. Pensar em planos a longo prazo.

Madonna – Sticky and Sweet Tour

Morumbi – 20/12/2008

70 mil pessoas… muitas mulheres, muuuuiiitos gays e alguns homens. O show foi bom. Acho que esta é a primeira grande produção que eu vou (sem contar o show dos Rolling Stones em Copacabana, mas esse não conta pq eu não vi nada). Tudo muito bem feito, uns efeitos de vídeo inacreditáveis. Eu fiquei meio longe, na última fileira da arquibancada, mas a visão do estádio lotado e um milhão de flashes quando as luzes se apagaram e o palco acendeu foi incrível… Eu fico imaginando como a Madonna se sente no palco vendo aquele monte de gente que foi lá só pra ver ela cantar.
Fiquei com um pouco de inveja pq a mulher tem 50 anos e um preparo físico melhor que o meu de uns 5 anos atrás… impressionante como ela canta, dança, pula corda (tudo de salto alto, detalhe). Fiquei querendo voltar pra academia… =/

PS: Focus means saying no.

Já é

Sei lá…
Tem dias que a gente olha pra si
E se pergunta se é mesmo isso aí
Que a gente achou que ia ser
Quando a gente crescer
E nossa história de repente ficou
Alguma coisa que alguém inventou
A gente não se reconhece ali
No oposto de um déjà vu

Sei lá…
Tem tanta coisa que a gente não diz
E se pergunta se anda feliz
Com o rumo que a vida tomou
No trabalho e no amor
Se a gente é dono do próprio nariz
Ou o espelho é que se transformou
A gente não se reconhece ali
No oposto de um vis a vis

Por isso eu quero mais
Não dá pra ser depois
Do que ficou pra trás
Na hora que já é!

Hoje acordei com essa música do Lulu Santos na cabeça… Não sei pq, talvez eu tenha dormido demais e quando acordei vi umas anotações no caderno que fica ao lado da cama que me fizeram pensar nessas coisas. Alguns dias atrás eu tive uma conversa com dois colegas meus sobre o que a gente quer da vida. Agora que o povo tá formando tá na hora de pensar nisso… E agora é muito pior que quando a gente forma no colégio, porque existem milhões de possibilidades, nenhuma mais certa (ou errada) que a outra. A questão é: a gente realmente vai ser o que idealizamos hoje??

Provavelmente não. Fiquei pensando no que eu queria ser há uns 5 ou 10 anos atrás… como eu imaginava que estaria hoje e como eu realmente estou. Bom, a minha idéia era fazer duas faculdades, e isso foi por água abaixo no primeiro mês. Aí depois eu queria ir pro ITA, o que obviamente não deu certo e depois de um ano e meio de cursinho decidi que já estava perdendo tempo demais e desisti. Quando eu era muito, mas muito mais nova mesmo pensava em mudar de cidade ou de casa, pensava que estaria morando sozinha, ou talvez casada, num emprego legal (esses empregos dos sonhos que só existem nos sonhos). É claro que nada disso aconteceu… algumas coisas deram errado, outras deram certo. Mas no final das contas eu não sou nada parecida com minha imagem idealizada de 10 anos atrás.

Aí eu penso: mas eu era muito imatura há 10 anos atrás… Bom, tenho certeza que daqui a 10 anos vou olhar pra quem eu sou hoje e pensar a mesma coisa. Então, o que garante que os planos que eu faço hoje vão dar menos errado do que os que fiz quando tinha 12 anos?

Quando meu colega me perguntou o que eu queria da vida eu só consegui pensar em uma coisa: eu quero ser feliz e não quero me arrepender das minhas escolhas. Às vezes parece simples, às vezes parece muito difícil.

Exagero

Você sabe que está dirigindo demais quando está andando a pé pelo estacionamento e, ao escutar um barulho de carro se aproximando, tenta olhar no retrovisor.

Eleições

Assisto no momento a uma palestra do vice-prefeito de BH, Ronaldo Vasconscellos. Naturalmente eu cheguei atrasada, mas ao sentar o sujeiro me abre o famoso vídeo do Tom Cavalcante imitando o candidato a prefeito Leonardo Quintão. Não, eles não deviam sentir orgulho disso… Provavelmente eles ganharam por causa dessa paródia, mas convenhamos que isso foi um golpe baixíssimo. Um bom político ganha por convencer os eleitores de que sua proposta é a melhor, e não por denegrir a imagem do adversário. Bom, o foco do Ronaldo não era esse na verdade, era só mostrar como se pode usar a tecnologia a favor da política e tal… mas pra completar, no final, ele ainda admite que a parte que o Tom fala que não recebeu cache é mentira. Não que eu acreditasse que fosse verdade, mas se ele admite assim numa palestra na universidade, pra que colocar no vídeo? O ator não precisava falar que recebeu ou não recebeu. A política me enoja.

Ele mostrou também o vídeo da campanha do candidato eleito a presidência dos Estados Unidos, Barack Obama. Não que eles tenham políticos melhores que os nossos, mas pelo menos os publicitários são… O comercial que eu vi foi baseado em uma frase: “Make history”. Tinha apelo emocional e político. Não é a qualidade do comercial, mas a idéia, o motivo pelo qual cada candidato ganhou seu voto. Obama foi muito mais nobre do que Márcio Lacerda.

Apesar disso, o alarde feito a respeito dele ser negro (e nem tão negro assim, né?) é só mais uma prova de que o preconceito ainda não acabou. Na minha opinião, isso não deveria nem vir ao caso.

A gente tem muito o que melhorar ainda… =(

Economia

Fatos:
1. o número de pessoas inadimplentes cresceu 4,9% esse mês (aparentemente esse é um valor alto…)
2. a bolsa subiu, o dólar subiu também
3. o governo está sendo aconselhado a diminuir os gastos (eles pensam em fazer isso nos salários dos servidores públicos e na previdência…)
4. será disponobilizado 8 bi (ou algo assim) pra indústria automobilística
5. o banco central vai liberar uma parte do dinheiro que os bancos são obrigados a mandar pra lá (pra guardar, sei lá) quando a gente faz um depósito, isso vai colocar mais uns 40 bi em circulação

Agora me explica. Eu aprendi (com muito custo) que mais dinheiro em circulação significa mais gastos que significa inflação. Mas o povo já não tem dinheiro pra pagar as coisas no preço atual, quem dirá com inflação… Tá, vai ter mais dinheiro circulando, mas as pessoas vão ter q pegar esse dinheiro emprestado e pagar juros sobre ele e aí vão ficar sem dinheiro de novo. Enquanto isso o governo tira dinheiro dos salários dos servidores e aposentados. E tenta alavancar a venda de carros, como se esses que ficassem na rua atrapalhando o trânsito já não fossem o suficiente.
Não, sério, na minha cabeça isso não faz o MENOR sentido. Dinheiro é um recurso finito (diferente dos carros). Do the math!!! As coisas todas tem que funcionar igual um caixa, um balanço, direitinho, certinho, o que gasta não pode ser mais do que ganha, e ficar pegando empréstimo pra sempre não é a solução. Esse esquema me parece caótico e insensato. Tá em recessão? Então tá, então pára de gastar! Meu deus, por que é tão simples na minha cabeça e quando eu vejo eles fazendo as coisas parece tudo errado? Se as pessoas não conseguem pagar as contas porque a comida aumentou de preço, subsidia o supermercado, ou quem quer que esteja por trás de tudo que começou o aumento de preço que chegou no consumidor. Se der mais dinheiro pras pessoas, eles vão aumentar mais o preço porque todo mundo é mercenário e egoísta e só enxerga o próprio umbigo. E isso vai virando um ciclo sem fim, e a gente precisa pegar dinheiro emprestado com outros países ou a gente tem uma inflação de 100% ao mês… Tá, eu admito que não entendo de economia assim, mas não é possível que não tem um jeito mais inteligente de resolver as coisas!

Old School

A internet é mesmo uma maravilha né? Primeiro foi o filme ‘Labirinto, a magia do tempo‘, do qual eu só lembrava que tinha uma menina andando por um labirinto atrás de um bebê. Inocentemente digirto ‘labirinto’ na pesquisa de imagens do google e não é que o cartaz do filme me aparece na primeira página de resultados?

Hoje cismei de fazer a mesma coisa com alguns fragmentos de programas de televisão antigos. Me lembro de um seriado que passava na TV Cultura que eu gostava bastante. Era um pai com 2 filhos e uma filha e eles moravam em um farol. Eu lembro particularmente bem de um episódio que a menina conhece um sereio… que na verdade era um colega de classe dela, que tinha que usar luvas pq cresciam escamas na sua pele. Bem psicodélico. Enfim, o seriado era australiano e se chamava ‘A Família Twist‘ (Round Twist). Todas as histórias são nesse estilo do sereio, com criaturas fantásticas e tudo mais.

O terceiro programa era um desenho, e exigiu uma busca mais profunda… A única coisa de que eu me lembrava era o personagem principal. Um cara magrelo com um topete espetado, pernas longas, que usava uma calça preta e blusa laranja. Minha memória ainda insistiu em algo sobre um peixe, mas não sabia bem como encaixar ele na história. A imagem era clara na minha cabeça, mas como eu explico isso pro google? Impossível. Links vão e vem e eu encontro esse site que tem um banco de dados de desenhos animados clássicos. Com muita paciência, passando por todos os estúdios eu o encontro finalmente: ‘The Completely Mental Misadventures of Ed Grimley‘!!! Ah, esse eu vou ter q baixar uns episódios pra saber porque ele não saiu da minha memória a longo prazo (o desenho é de 1988)… A apresentação era essa daqui.

Vou dormir feliz hoje 🙂